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Caído no chão – agora eu sinto a dor. E ela condena-me a pensar. Socado – por nenhum instante pensei em reagir e, antes de cair não me pergunte o que eu via ao meu redor. Comeram a minha memória. E eu? Nem sei quem foi. O mundo nunca tivera cor, razão ou motivo. Nunca parei pra pensar. Agora estou ali, socado no estômago. A dor continua a provocar. Minha cabeça baixa faz com que eu consiga olhar somente para o meu umbigo. Nossa! Como a dor é difícil. Eu, meu peito e meu umbigo e, se tento me esquivar me deparo com a ponta do meu nariz, suado.
Depois do soco o meu instinto foi pedir ajuda. Era necessária a mão do outro e, para isso tive que erguer a cabeça Foi quando vi o céu azul e ao mesmo tempo rosa. Depois tive que olhar para frente. Foi quando vi que o horizonte era circular e ao mesmo tempo reto. Depois tive que olhar para a direção que veio o golpe. Foi quando vi a realidade. Ela me incomodava pedindo perdão. Depois do soco nada é único, agora passo a ver a estar provocado e este é o meu estado – sempre e para tudo. Nada vai passar em branco, pois aprendi a pensar!
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Última Atualização ( 22 de abril de 2006 )
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