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Para Helênicos PDF Imprimir E-mail

A vida é assim.

Mudam as prioridades, trocam-se as amizades.

Hora interessa, outra te desconheço em vultos.

Por vezes negociamos, sempre nos rejeitamos.

Somos diplomáticos, ira verborrágica.

A vida é assim.

Me interessa, cuspo fora.

Me nutri, enquanto me destrói.

Eu amo, eu sou vômito.

A vida foi assim.

Somos amigos, não te vejo mais.

Somos amantes, não te escuto mais.

Somos parceiros, nunca lhe descrevi suas costas.

A vida foi assim.

Não seguro o peso das suas costas, eu te dou náuseas.

Se te devo trocados, me cobra com pedras.

Se te esqueço e mudo meu nome, sou parto ardido.

Retroceder Helena, retroceder e regurgitar.

Transborda sobre o cadáver putrefato em chamas o lúmen da cissiparidade.

Em si, dê significação ao espectro que ronda as cidades.

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Crise intelectual no país emergente PDF Imprimir E-mail

Minha sensação é que as pessoas não pensam por si só. O ato de construir um pensamento crítico está sempre mediado por intermédios do conhecimentos científicos, conhecimento popular, vulgo senso comum, ou pela magnífica e sugestiva mídia jornalesca.

Pessoas morrem no trânsito. Foi para o trânsito sabendo que era perigoso. Andou pela Av. Paulista de bicicleta e foi atropelada por um ônibus, também, lá não tem espaço para ciclista. Se no trânsito existe uma hierarquia, onde o ônibus coage o carro, que coage a moto, que coage a bicicleta, que coage o pedestre, o problema está exposto na estrutura. Aos domingos e feriados o Elevado Costa e Silva, vulgo “Minhocão” provoca uma nova experiência onde pedestres e ciclistas compartilham o espaço público. Nessa estrutura não há conflito, então o problema está na inclusão dos automóveis e toda a lógica neo-liberal que esta sociedade do automóvel acarreta.

Se o Brasil está em crise, produz automóveis, aumenta a produção de peças, reduz imposto, a Petrobras investe milhões em tecnologia para combustível, gera-se empregos, este cenário é histórico, desde de Getúlio Vargas até nosso presidente metalúrgico. O modelo é simples: compra-se parlamentares através de lob, doações para campanhas eleitorais, estes só legislam em detrimento de seus interesses, as montadoras estrangeiras corrompem o Estado brasileiro com uma enxurrada de veículos poluidores, por que em seus países de origem este modelo econômico é ultrapassado. Serve para países com mentalidade de “sub-desenvolvidos”.

Os europeus tem autobans, sistema de trens unificados e metrôs que funcionam, são amplas linhas que cobrem centros e periferias, possuem políticas pública que incentiva bicicletas, ciclovias, pagam para quem não utiliza carro, os investimentos não param e as exportações também não.

Enquanto isso no Brasil o discurso é de país emergente, democrático, liberal. Sempre o país do futuro. Somos o reflexo, distorcido do espelhamento com as sociedades desenvolvidas. Queremos ser o que eles são, sem seguir os mesmos modelos, sem repensar nossa condição e nossa diferenciação. Somos uma tentativa, nada mais do que um projeto de país com ideais de grandeza e mentalidade de submissos.

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Última Atualização ( 20 de fevereiro de 2012 )
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Torre de Babel que nós devemos derrubar. PDF Imprimir E-mail

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Lá de cima... PDF Imprimir E-mail

O menino escolheu subir no pé de manga, que ficava no quintal de sua casa, até alcançar o galho mais alto. Lá da cima ele avistou o telhado das casas e percebeu que não entendia muita coisa sobre o mundo. Desde então ele procura respostas para as coisas que não entende. No mesmo momento seu melhor amigo o observava sentado na escada. Ele não entendia por que o menino teve essa obsessão por ver telhados. Para que subir até lá? Só para ver telhados? Eu consigo ver eles daqui de baixo! São vermelhos, com ondulações, são chatos.

Lá de cima o vento soprava no rosto do menino, aquela brisa acariciava sua pele suada. Lá em baixo o amigo suava e pedia para ele descer. - Vamos entrar, eu tô com sede, tá muito calor. O menino desceu e contou seus feitos, a descida foi complicada, causou vários arranhões em sua pele fina, foi complicado pular de um galho para o outro, em certo momento correu riscos ao pisar em um galho mais fino, mas que ao pisar em terra firma a sensação de satisfação era demais. O amigo não lhe dava ouvidos e só pensava que cansará de ouvir sobre as proezas dos telhados.

Depois desse dia a amizade deles nunca mais foi a mesma. O menino trombava em desafios, escolheu viver fora das sobras das mangueiras. Não entendia o conforto do amigo, não entendia por que a sombra era tão importante para ele. Os garotos cresceram, suas escolhas foram tornando-os dois desconhecidos. Não se reconhecem, as casas foram vendidas, a mangueira foi derrubada, hoje no terreno existe uma concessionária de automóveis. O amigo tornou-se um executivo de uma grande empresa, tem um carro importado, comprou uma casa de praia onde passa as férias com a família, e mandou plantar um pé de manga. Aguarda ansiosamente ele crescer para repousar no conforto de sua sombra. O menino continua por ai, não sabe o que quer, o que vai fazer, quando tem que fazer, mas não pode ver um pé de manga que sobe até o último galho pra ver o que acontece.

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Última Atualização ( 30 de janeiro de 2012 )
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