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Hoje tive minha primeira aula de ciência econômica. Muito atento cheguei a seguinte conclusão: ciência econômica pode ser algo complexo, ou também pode ser definida com uma simples representação simbólica como a imagem acima.
Estamos em um cabo de guerra, todos do mesmo lado, segurando firme, ninguém solta. Alguns carregam muito peso, outros nem tanto. Uns já estão com as mãos calejadas, lacrimejam sangue, outros nem tanto. Uns nunca encostaram na corda, nem encostarão. Uns pagam terceiros para segurar por eles. Terceiros seguram dobrado. Uns prometem, mentem, dizem que um dia irão ajudar. Prometem.
Do outro lado desse cabo de guerra está a economia invisível. Essa que todos sentimos o peso, e ninguém viu, ou sabe o que realmente é. Ela pesa, tenciona. É como a culpa cristã, não existe mas está lá.
Ninguém solta, todos temos medo do que pode acontecer se soltarmos. Pode acabar com tudo o que temos. Por isso seguramos. Firme, todos unidos. Nos unimos para isso.
Para quem estuda ciência econômica fica a sensação: ou entendemos como ela funciona para virar um capitalista explorador do trabalho social de terceiros, com isso viver confortável e pagar terceiros para segurar a corda, ou entendemos que a vida econômica é para espertos exploradores, se não vamos fazer parte desse jogo sujo, sejamos aqueles que carregam culpas e cordas. Pesadas ou leves, carregamos cordas.
Puta feliz é aquela que sabe: Serei fudida. Então vou gozar! Seja o primeiro a conmentar este artigo. | Adicionar como favorito (7) | Publique este artigo no seu site | Visto: 20 |
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A imagem se apaga na tela. Persistência retiniana. Morte na tela, memória e o que restou foi sonho. Seja o primeiro a conmentar este artigo. | Adicionar como favorito (12) | Publique este artigo no seu site | Visto: 24 |
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Três senadores estão, lado a lado, defecando no banheiro do congresso nacional. — O Brasil é que nem jaca, tem que comer de três pra não dá caganeira. Seja o primeiro a conmentar este artigo. | Adicionar como favorito (12) | Publique este artigo no seu site | Visto: 34 |
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É o seguinte... vou sugerir para os meus futuros descendentes que criem caixinhas coloridas, cofres chaveados, para guardar lembranças diárias. Pequenas coisas, escritas em pequenos pedaços de papeis, pequenas lembranças. Será um treinamento para o futuro. Um depósito de lembranças.
Ontem retirei um pedacinho de lembrança do meu pote imaginário. Lá deveria estar escrito: Hoje fiz cerol na linha do trem. Meus pais não podem saber.
Achei uma lampada fluorescente no lixo de uma casa vizinha, a envolvi num jornal, e com uma pedra, delicadamente para não me machucar, despedacei grande parte do vidro. Super embalei com mais jornal, peguei uma fita adesiva na casa da minha tia, e corri para a linha do trem.
O trilho some no horizonte. Nada de trem. Rápido como uma flecha, arrumo o jornal sobre o trilho e o envolvo de fita adesiva. Agora é sentar e esperar. Sabe se lá quando vai passar o trem.
Depois de horas de espera, lá vem ele, lindo, imponente, sujando todo o céu de fumaça preta. Lá está meu cerol, vai ficar perfeito, o melhor cerol de linha de trem.
Me aproximo da linha para observar de perto o estrago que este trem vai causar a minha experiência. Ele atinge meu pacote amarrado com perfeição. Fico imaginando o quanto aquela lampada está espatifada sob as rodas. De repente... Lentamente o trem começa a diminuir velocidade, e vai parando, parando e estraçalha meu cerol. Agora sim ficou perfeito, todo aquele peso para ajudar meu experimento. Já estou com dó das outras pipas. Seja o primeiro a conmentar este artigo. | Adicionar como favorito (12) | Publique este artigo no seu site | Visto: 41 |
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Em um barco, envolto por uma névoa espessa, estão Jesus, Deus e o Diabo conversando. Deus explica para Jesus que ele precisa morrer para que ele, seu pai, tenha o respeito eterno de suas ovelhas. Deus quer ser soberano, mesmo que isso valha a vida de seu primogênito. O Diabo olha para Deus e se oferece em sacrifício no lugar de todos nós. Deus é desprezo.
Muitos pontos, muitas vírgulas e Deus. Supondo que ele exista, é um puta porco sádico.
Chegou o dia do Gran Finale. Aqui começa, aqui termina. Deus, céu, paraíso, são todos ídolos. Reflexos deformados do intelecto humano.
Perdemos um gênio. Pena que não deu tempo de ver a derrocada do seu segundo arquirrival. Estava tão perto. Quase vendo o fim da cegueira... Que pena.
Salve velho Caraíba. Salve Saramago.
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Última Atualização ( 18 de junho de 2010 )
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